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PREOCUPANTE: Mato Grosso registra uma das menores coberturas vacinais contra HPV do país


Mato Grosso aparece entre os estados com pior desempenho na vacinação contra o HPV no Brasil, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com apenas 45,9% de cobertura entre adolescentes, o estado ocupa a segunda pior posição no ranking nacional, revelando um cenário de baixa adesão à imunização e acendendo um alerta para os riscos à saúde pública, especialmente diante de uma doença diretamente ligada ao desenvolvimento de câncer.

Por Luiz Carlos Bordin

PREOCUPANTE: Mato Grosso registra uma das menores coberturas vacinais contra HPV do país

Imagem gerada por Cecília Nobre, utilizando IA

Levantamento da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que Mato Grosso possui a segunda menor cobertura vacinal contra o HPV entre adolescentes no Brasil, com índice de 45,9%. Os dados, referentes à Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, evidenciam um cenário preocupante no estado, que fica à frente apenas do Acre, enquanto a média nacional alcança 54,9%. O estudo, realizado com estudantes de 13 a 17 anos, mostra que a adesão à vacina segue abaixo do recomendado pelas autoridades de saúde. 

Entre os principais fatores que contribuem para a baixa adesão está a desinformação. Segundo a pesquisa, 38,9% dos adolescentes afirmaram não saber que precisavam se vacinar. Outros 21,2% relataram que os pais ou responsáveis não autorizaram a imunização, enquanto 10,7% disseram desconhecer a finalidade da vacina.

O HPV é uma infecção sexualmente transmissível associada a diversos tipos de câncer, especialmente o de colo do útero, o que reforça a importância da vacinação ainda no início da adolescência. Especialistas destacam que esse período é estratégico para a prevenção, antes do início da vida sexual.

A pesquisa também revela desigualdades no acesso à vacina. Meninas apresentam maior cobertura (51,4%) em comparação aos meninos (40,8%). Já estudantes da rede privada registram índices superiores (56,3%) aos da rede pública (44,7%). Além disso, adolescentes mais velhos, entre 16 e 17 anos, tendem a estar mais protegidos.

De acordo com o levantamento, as diferenças indicam que o desafio vai além da oferta do imunizante, envolvendo também o acesso à informação e o engajamento das famílias. O cenário reforça a necessidade de campanhas educativas e estratégias públicas para ampliar a cobertura vacinal e reduzir riscos futuros à saúde da população jovem.